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CHINA

Pernambucano, China é conhecido por sua intensa e marcante presença de palco.

 

Acaba de lançar seu 5º álbum solo, indicado a MELHOR DISCO 2019 pela APCA e Red Bull Music. 

Em Manual de Sobrevivência para Dias Mortos, China volta às suas raízes com referências aos ritmos tradicionais de Pernambuco, casando com guitarras pesadas e um discurso crítico. 

Tem participação de Andreas Kisser (Sepultura), Uyara Torrente (A Banda Mais Bonita da Cidade), Bell Puã (Slam das Minas PE), Neiton (Devotos) e Natália Matos. 

Foi produzido por Yuri Queiroga, lançado pela Pedra Onze.

 

From Pernambuco, China is known for his intense and remarkable performances on stage.

Just released his 5º solo album, nominated for
BEST ALBUM 2019 by APCA (specialized Brazilian critics association) and Red Bull Music.


In Manual de Sobrevivência para Dias Mortos (Survival Manual For Dead Days) China returns to his roots with traditional rhythms from Pernambuco, which suit the heavy guitars and a critical speech.

The album has collaborations with Andreas Kisser (Sepultura), Uyara Torrente (A Banda Mais Bonita da Cidade), Bell Puã (Slam das Minas PE), Neiton (Devotos) and Natália Matos.

It was produced by Yuri Queiroga, released by Pedra Onze. 

RELEASE

CLIPPING

por Guilherme Werneck

 

Depois do derretimento do Brasil nos últimos anos, é impossível para uma pessoa sensível e sensata passar ao largo do discurso político. Em um momento em que a busca do verdadeiro se torna irrelevante frente às iscas de cliques e às correntes da infâmia do WhatsApp, a resposta da arte tem de ser um choque de realidade, para mostrar que o mundo é mais plural, diverso e interessante daquele pintado pelos que fazem loas à morte, reduzindo a complexidade do mundo ao pensamento binário, onde só vale a vida dos homens de bens, tementes a Deus, com suas terra planas e suas cortinas de fumaça moralistas. 

 

Manual de Sobrevivência para Dias Mortos trabalha duplamente como guia a vacina para se mover nessa nova realidade distópica que se desenha no Brasil, e assim se torna o disco mais potente de China que já ouvi. E ouvi muito todos, desde a porrada do Sheik Tosado, que fez minha alegria nos fim dos anos 90 ao trazer um peso confrontacional pro manguebeat, até a seqüência de discos solo, Um Só, Simulacro, Moto Contínuo, Telemática, em que ele dosava o pop, rock e a matriz brasileira com maestria.

 

Mas este Manual de Sobrevivência para Dias Mortos me fez pensar para além da trajetória do músico. Antes vejo um espelho que reconta uma história que é da nossa geração. Somos filhos do pós-punk, rezamos na igreja do niilismo, vimos nossos ídolos morrer de Aids, de drogas e de desgosto num país fechado e subdesenvolvido. Ao mesmo tempo experimentamos a renascença da geléia geral brasileira com o manguebeat, o último grande movimento musical a reafirmar nossa identidade ao digerir o mundo sem fronteiras que se desenhava ao redor. 

 

Esse manual nos oferece saídas em dois planos. No lírico e no musical. Começando pela música, que é sempre mais etérea, China nos guia pelos caminhos da diversidade, o que é em si uma declaração de intenções.

 

A origem punk está lá, firme e forte, mas tem esse tempero pernambucano, dos grooves para frente que nascem lá no samba-rock e ganham mutações com o mangue, o acento dos ritmos folclóricos, os ecos de coco, de maracatu, de cavalo marinho. De outro lado, tem os respiros, as baladas contemporâneas, músicas bonitas, lentas, sem deixar de ser marcadas pelo ritmos, como Ofertório e Pó de Estrela, que juntam o orgânico do violão e da percussão com o elétrico da programação e da guitarra, cada um no seu lugar e juntos abrindo novos caminhos.

 

O coração do disco é a trinca formada por China -- que além de cantar,  se aventura na programação de beats, toca baixo, órgão, e seleciona samples --, pelo produtor do disco Yuri Queiroga -- que toca violão, guitarra, baixo, micromoog, além das programações e dos samples --, e pelo percussionista Lucas do Prazeres.

É dessa interação que nasce a espinha dorsal das canções, essa leitura do Brasil a partir dos sons. Mas em momentos específicos, uma série de convidados ganha a frente: o trombone de Nilsinho Amarante na quase vinheta Subdesenvolver e em O Selvagem, as guitarras rascantes de Neilton (Devotos) em Fascismo Tupinambá, e de Andreas Kisser (Sepultura) em Frevo e Fúria. Um capítulo à parte são as vozes femininas. Bell Puã com sua poesia dura em Moinhos de Tempo, Natália Matos que banha de leveza o refrão de Mareação e Uyara Torrente (A banda mais bonita da cidade) que traz profundidade a um dos momentos mais lindos do disco, que é o dueto em Pó de Estrela.

 

Se o disco tem essa mistura de gêneros, um amálgama do pop refinado, com momentos de confronto e outros de conforto, é liricamente que ele se impõe como fundamental para este 2019 de retrocessos sem fim.

 

Além de um diagnóstico preciso de nossas mazelas, existem algumas chaves: coragem, e aí lembro do conceito valentia artística sempre defendida pelo escritor Roberto Bolaño, não ceder ao medo, nutrir a esperança sem se render, partir para cima do fascista tupinambá, não cair na espiral individualista e voraz do consumo, se rebelar, sem perder a ternura e nem a perspectiva do amor, do outro, sem deixar de ter fé. Isso em letras que entregam a mensagem diretamente, sem firulas, sem muito espaço para divagações etéreas ou para duplo sentido.

 

Há apenas um sentido aqui, precisamos resistir juntos para sobreviver, precisamos valorizar o que nos faz plurais, solidários, amorosos. Precisamos dar nome às nossas mazelas, às ideologias totalizantes, trazer luz ao obscurantismo. Sobreviver é não deixar o escuro dominar. Tudo sem nem um acorde a menos.

by Guilherme Werneck

 

After the Brazilian melting in recent years, it is impossible for a sensitive and sensible person to pass off the political discourse. At a time when the search for the truth is irrelevant to the clicks,  the response of art has to be a clash of reality. To show that the world is more plural, diverse, and interesting than that painted by those who do praises to death, reducing the complexity of the world to binary thought, where only the life of men of goods, God-fearing, with their flat earth and their curtains of moralistic smoke are worth.

 

"Survival Manual for Dead" Days works doubly as the vaccine guide to move in this new dystopian reality that is drawn in Brazil, and thus becomes the most potent album by China I have ever heard. And I've heard a lot from the beat of Sheik Tosado, who made my joy in the late '90s by bringing a confrontational weight to Manguebeat; and to the solo sequence: Um Só, Simulacro, Moto Contínuo, Telemática - in which he doses pop, rock and the Brazilian matrix with mastery.

 

But this new album made me think beyond the trajectory of the musician. Before I see a mirror that recounts a story that is our generation's. We are children of post-punk, we pray in the church of nihilism, we saw our idols die of Aids, drugs, and heartbreak in a closed and underdeveloped country. At the same time, we experienced the renaissance of the Brazilian jelly with Manguebeat - the last great musical movement to reaffirm our identity as it digested the world without borders that was drawing around. 

 
This manual gives us a two-way output. One lyric and one musical. Beginning with music, which is always more ethereal, China guides us on the paths of diversity, which is itself a declaration of intent.

 

The punk origin is there, firm and robust. But there is this "seasoning" from Pernambuco, from the grooves to the samba-rock, and mutations with the manguegrove, accents of folk rhythms such as Coco, Maracatu, Cavalo Marinho. On the other hand, there are the breaths, the contemporary ballads, beautiful slow songs, without being marked by the rhythms, like Offertory and Pó de Estrela, which combine the organics of guitar and percussion with programming and guitar, each in its place and together opening new paths.

 

The heart of the album is the trio formed by China - which in addition to singing, ventures into beats programming, plays bass, organ, and selects samples; by the record producer Yuri Queiroga - who plays guitar, guitar, bass , micromoog, besides the programming and the samples; and percussionist Lucas do Prazeres. 

It is from this interaction that is born the backbone of the songs, a Brazil's reading from its sounds. In specific moments, a series of guests get the highlights: the trombone of Nilsinho Amarante in Subdesenvolver and O Selvagem; the rasping guitars by Neilton (Devotos) in Fascismo Tupinambá; and Andreas Kisser (Sepultura) in Frevo e Fúria. The female voices are another chapter. Bell Puã with her hard poetry in Moinhos de Tempo, Natália Matos that lightly bathes the refrain of Mareação and Uyara Torrente (A Banda Mais Bonita da Cidade) that brings depth to one of the most beautiful moments of the disc, in the duet in Pó de Estrela.

 

If the album has this mix of genres, an amalgam of refined pop, with moments of confrontation and other moments of comfort, it is by its lyrics that imposes itself as fundamental for this 2019 of endless setbacks in Brazil.

 

In addition to an accurate diagnosis of our ills, there are some keys: courage, and there I remember the artistic value concept always defended by the writer Roberto Bolaño, do not give in to fear, nourish hope without surrender, leave the fascist Tupinambá, do not fall in the individualistic and voracious spiral of consumption, to rebel, without losing the tenderness and the perspective of love, on the other, without losing faith. The lyrics deliver the message directly, without frills, without much space for ethereal or double meaning ramblings.

There is only one meaning here, we need to resist together to survive. We need to value what makes us plural, supportive, loving. We need to name our ills, totalizing ideologies, bring light to obscurantism. 
To survive is not to let the dark dominate. 
All, with no missing chord.

CLIPPING

BIO

Eu ainda era adolescente em 1996 quando vi Chico Science e Nação Zumbi com Gilberto Gil no palco do Abril Pro Rock. Esse show foi o que eu precisava para encontrar o meu caminho na música.

 

Influenciado pelo movimento Manguebeat, em 1997 fundei o Sheik Tosado, banda que misturou Frevo e Maracatu com Hardcore e Punk Rock. Com Som de Carater Urbano e de Salão - lançado pela Trama no Brasil e no Japão, deixamos Olinda para tocar em algumas das principais casas e festivais de todo o Brasil, como o Rock in Rio e o Abril Pro Rock.

 

Continuei em carreira solo, experimentando sons que iam além do que propunha com Sheik Tosado, mergulhando cada vez mais nas nuances da música brasileira.

Eu lancei o EP Um Só em 2004 e depois 4 álbuns de estúdio: Simulacro (2007), Moto Contínuo (2011) e Telemática (2014).

Essas obras me levaram a uma indicação ao VMB (prêmio musical da MTV Brasil).

 

Minha carreira musical me levou por caminhos que nunca imaginei. Em 2011 recebi um inesperado convite para ter meu próprio programa de TV, dedicado à música brasileira. Por dois anos na MTV Brasil, transmitimos performances ao vivo e muita conversa sobre todos os tipos de música brasileira. Atualmente, apresentando diferentes conteúdos musicais para o Multishow, Canal Bis e Tv Bandeirantes, eu entro em contato com artistas e música de todo o mundo, o que me enriquece muito como artista.

 

Em maio lanço meu quinto álbum, “Manual de Sobrevivência Para Dias Mortos”, no qual volto a experimentar ritmos da música regional pernambucana, misturando ao rock cru de bandas que sempre estiveram presentes na minha vida, como Stooges, Sex Pistols e Gang of Four .

Neste novo trabalho eu substituí a bateria por uma forte percussão, que combina com as guitarras pesadas e um discurso crítico sobre a atual situação social em que vivemos.

 

Com mais de 20 anos de carreira, sendo guiado pela música para tantos caminhos, tenho certeza que esse caminho é infinito e eu estou apenas no começo dele.

CHINA

I was still a teenager in 1996 when I saw Chico Science and Nação Zumbi with Gilberto Gil on Abril Pro Rock Festival. That concert was the inception I needed to find my path in music.

 

Influenced by Manguebeat movement, in 1997 I founded Sheik Tosado, a band that mixed frevo and maracatu with hardcore and punk rock. With  "Som de Carater Urbano e de Salão", released by Trama in Brazil and Japan, we left Olinda to play in some of the main stages and festivals all over Brazil, such as Rock in Rio and Abril Pro Rock.

 

I kept on solo career, experimenting sounds that went beyond what I proposed with Sheik Tosado, diving more and more into the nuances of Brazilian music.

I released Um Só in 2004 and then 4 studio albums, Simulacro 2007, Moto continuo 2011 and Telematica 2014.

Those works led me to a VMB nomination (MTV Brazil musical prize) and an invitation to Sintonizando Recife DVD, released in 2009.

 

My musical career took me along paths that I never imagined. In 2011 received an unusual invitation to host my own tv show, dedicated to Brazilian music. For two years in MTV Brasil, we broadcasted live performances and lots of talk about all kinds of Brazilian music. Nowadays, hosting different music contents for Multishow, Canal Bis and Tv Bandeirantes I get in touch with music and artists from all around the world, which enriches me so much as an artist.

 

In May 2019 I release my 5th album “Manual de Sobrevivência Para Dias Mortos” (Manual of Survival for Dead Days), in which I go back to experience rhythms of regional music from Pernambuco, mixing with raw rock of bands that were always present in my life, such as Stooges, Sex Pistols and Gang of Four.

In this new work I replaced the drums with a strong percussion, which suits the heavy guitars and a critical speech about the current social situation we live in.

 

 

With more than 20 years career, being guided by music to so many paths, I am sure that this road is infinite and I am only at the beginning.

 

CHINA

DISCOGRAFIA

DISCOGRAFIA • DISCOGRAPHY

1999 SOM DE CARÁTER URBANO E DE SALÃO Sheik Tosado Trama 

2004 UM SÓ EMI 

2007 SIMULACRO Candeeiro Records

2011 MOTO CONTÍNUO Trama 

2014 TELEMÁTICA Jóinha Records 

2017 SIMULACRO LP • Pedra Onze 

2019 MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA PARA DIAS MORTOS

COMPILAÇÕES • COMPILATIONS

2000 BAIÃO DE VIRA MUNDO  Sheik Tosado YB/Candeeiro Records

2008 EU NÃO SOU CACHORRO, MESMO Independente

2009 FREVO DO MUNDO Candeeiro Records

2012 100 ANOS DE GONZAGÃO Lua Music

2014 AGENOR, AS CANÇÕES DE CAZUZA Jóia Moderna

DVD

2008 SINTONIZANDO RECIFE Universal

 

VIDEO CLIPS

1999 Toda Casa Tem Um Pouco de África Sheik Tosado

1999 Repende Envenenado Sheik Tosado

1999 Sheik Tosado Sheik Tosado

2007 Canção Que Não Morre No Ar

2011 Só Serve Pra Dançar

2013 Panorama

2014 Arquitetura de Vertigem

PRODUÇÃO MUSICAL • MUSIC PRODUCTION

RGB Jr. Black

BANDARRA Tibério Azul

MOTO CONTÍNUO China 

TELEMÁTICA China

DANÇA DA NOITE Zé Cafofinho

COLMÉIA Zé Cafofinho

GARIMPO Sofia Freire

CARNE DE SEREIA Betina

ESSE É NOSSO MUNDO Mamelungos

MULHER CROMAQUI Catarina Dee Jah

ALTOS PAPOS COM SISELFIE Daniel Belleza

DA CAPOEIRA PRO SAMBA Felipe S

PROJETO (IM)PULSO SESC Rio Preto

COMETA MAMBEMBE Mombojó

TV

desde 2016 Festival Lollapalooza Multishow

2017 Festival DE VERÃO Multishow 

desde 2017 Festival Rock In RIO Multishow

2015 Joínha Lab   Independente

desde 2013 Band Folia   Rede Bandeirantes

2013 A Liga   Rede Bandeirantes

2011 a 2012 MTV na Basa   MTV

2011 a 2012 Show na Brasa   MTV

2011 a 2012 Extrato   MTV

2011 a 2012 MTV 1   MTV

2009 Estereo Clipe Estação TV

RÁDIO

2013 a 2014 Programa Independência    Oi FM

 

WEB

2018 DISCOLEÇÃO   Pedra Onze 

desde 2017 ÓCIO CRIATIVO   Pedra Onze 

2015 MADE IN CHINA SHOW   Pedra Onze 

2015 a 2017 ESTOOFA   Estoofa 

 

LIVRO • BOOK

2018 CARLOS VIAJA  Impressões de Minas